A retinopatia diabética consiste em um conjunto de alterações que podem ocorrer no fundo do olho de pacientes portadores de diabetes mellitus, tanto tipo 1 quanto tipo 2.
Entre os pacientes em idade de trabalho, a retinopatia diabética é a principal causa de perda de visão em todo o mundo. Em 2030, estima-se que 191 milhões de pessoas em todo o mundo terão retinopatia diabética e aproximadamente 56,3 milhões terão retinopatia diabética com risco de perda da visão.
Estudos epidemiológicos mostram que após 20 anos de diabetes mellitus, 99% dos pacientes com tipo 1 e mais de 60% dos pacientes com tipo 2 apresentam algum grau de retinopatia. É muita gente, não é mesmo?
Mas porque ela ocorre? A retinopatia diabética acontece por lesão de micro vasos (artérias e veias) na retina como resultado de valores altos de glicose no sangue. Ela varia desde a retinopatia diabética não proliferativa e seus estágios até a retinopatia diabética proliferativa, que pode levar a descolamento de retina. Quando a doença acomete o centro da visão, ou seja, a mácula, existe o que chamamos de edema macular diabético.
Existem vários outros fatores de risco importantes para o desenvolvimento de retinopatia diabética além dos anos desde o diagnóstico e tipo de diabetes. Além disso, níveis elevados de hemoglobina glicosilada (HbA1c) e pressão arterial estão associados a risco aumentado de retinopatia diabética.